sexta-feira, 3 de novembro de 2017



Que Educação para o Século XXI? Educação Onlife???

O documento "Perfil dos alunos para o séc. XXI" vai ao encontro endógeno do tema lançado pelo professor António "Principais tendências evolutivas das sociedades contemporâneas e ao modo como interpelam a Educação e os sistemas educativos- Que educação para o séc. XXI? Educação Online?
Logo no prefácio, o professor Guilherme D´Oliveira Martins remete-nos para uma contextualização inequívoca, " O que distingue o desenvolvimento do atraso é a aprendizagem. O aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a viver juntos e a viver com os outros e o aprender a ser constituem elementos que devem ser vistos nas suas diversas relações e implicações. Isto mesmo obriga a colocar a educação durante toda a vida no coração da sociedade – pela compreensão das múltiplas tensões que condicionam a evolução humana.". De facto, a escola tem de ter os seus pilares no aprender a fazer, aprender a viver juntos e a viver com os outros e a aprender a ser. A Sociedade é isso mesmo, e a escola tem de ser um reflexo, de forma a contribuir para uma Educação em que os alunos possam maximizar competências que reflitam o resolver problemas com capacidade crítica e flexível.
Os princípios subjacentes neste documento que induzem ao trabalho curricular, vão sem dúvida ao encontro dessa nova escola, desse novo paradigma educacional que nos distancia das salas de aula expositivas, com giz branco, em que o professor apenas debita. De facto, a Escola ONlife, potencia: A. Um perfil de base humanista; B. Educar ensinando para a consecução efetiva das aprendizagens; C. Incluir como requisito de educação; . D. Contribuir para o desenvolvimento sustentável; E. Educar ensinando com coerência e flexibilidade; F. Agir com adaptabilidade e ousadia; . G. Garantir a estabilidade; H. Valorizar o saber. São pois princípios chave que permitem um perfil de aluno, depois de 18 anos de escolaridade, que valorize não só os conhecimentos puros científicos e muito importantes, mas que consiga aplica-los em novas situações, de forma ousada, que respeita a diferença dos demais, mas saiba adaptar-se a novas situações "capaz de pensar critica e autonomamente, criativo, com competência de trabalho colaborativo e capacidade de comunicação; apto a continuar a sua aprendizagem ao longo da vida, como fator decisivo do seu desenvolvimento pessoal e da sua intervenção social" entre outras capacidades, referenciadas neste documento.
E a este propósito sugeria a definição de sistema de Saussure, um sistema é “uma totalidade organizada, formada por elementos solidários que não podem ser definidos uns em relação aos outros, senão em função do seu lugar nessa totalidade”. E na realidade a definição do lugar destes indivíduos surge em função do seu lugar na totalidade. E a escola terá de ser esse espelho das relações emergentes e endógenas da sociedade. O perfil dos alunos terá de corresponder a competências essenciais que extrapolem apenas o conhecimento académico, mas que garanta um perfil de pessoas, criativas, autónomas, humanistas, capazes de acompanharem as mutações constantes das sociedades modernas.





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